Todas as semanas, um membro do Conselho Superbrands 2026 partilha a sua visão sobre o mercado. Esta semana, João Cunha, Co-Founder e CEO da Nata Lisboa, refletiu sobre um novo paradigma: o que acontece quando a amabilidade da Inteligência Artificial começa a superar a empatia humana?
Sempre acreditámos que a conectividade humana seria um valor inabalável. Hoje, a realidade desafia essa convicção. À medida que a IA gera experiências cada vez mais positivas, a nossa tolerância para com a imperfeição humana encolhe.
A visão que João Cunha partilha revela uma mudança crítica no comportamento do consumidor:
- A ditadura da positividade: A IA habitua-nos a interações sempre perfeitas, tornando as emoções negativas do criador humano difíceis de aceitar.
- O triunfo da simulação: Muitos consumidores já preferem uma resposta afável gerada por IA a um feedback humano frio ou à ausência de resposta.
- A emoção aparente vs. real: A “Inteligência Artificial” está a conseguir simular uma proximidade que a “Inteligência Autêntica” por vezes esquece de entregar.
Como alerta o João, estamos a trocar conexões reais por emoções programadas. Onde está o erro? Talvez a pressa que nos faz confundir eficiência com eficácia emocional. Cabe-nos, como líderes de marcas, inverter este ciclo.
O nosso dever é garantir que, num mundo focado no imediato e na perfeição do código, a autenticidade continue a ser o fator de distinção. Porque, em terra de algoritmos, quem mantém o coração e a empatia real continuará a ser rei.
Será que estamos dispostos a ser mais humanos do que a tecnologia que utilizamos?
João Cunha, Co-Founder e CEO da Nata Lisboa e Conselheiro Superbrands 2026
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