A Médecins Sans Frontières (MSF) Portugal levou para o espaço público a campanha institucional “Ser humanitário é ser humano”, um projeto que visa transformar princípios como a empatia, a solidariedade e o inconformismo em temas de reflexão no dia a dia. Numa altura em que a conjuntura internacional é marcada por sucessivos cortes na ajuda e pelo agravamento dos ataques a estruturas de saúde, a iniciativa procura esbater as distâncias entre quem presta auxílio e quem o recebe, focando-se no que existe de comum em toda a humanidade.
A campanha, que teve início no meio digital, ganhou vida no terreno com uma instalação em formato de cubo na Praça da Figueira, em Lisboa, tendo posteriormente transitado para a estação de Metro de São Sebastião. A estrutura integra elementos visuais e uma face em espelho, convidando quem passa a parar e a confrontar-se com o significado da compaixão perante o sofrimento alheio, colocando o próprio cidadão no centro da mensagem e dando ao tema uma dimensão experiencial.
Como sublinha Ana de Lemos, diretora executiva da MSF Portugal, a deterioração das condições no terreno coloca à prova os valores fundamentais da sociedade. Numa altura em que os riscos epidémicos e a redução de recursos afetam milhares de populações acompanhadas pela organização, o projeto reforça que o verdadeiro desafio ultrapassa o âmbito operacional, testando a capacidade coletiva de cultivar o inconformismo, a resiliência e a empatia no quotidiano.
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